A Polícia Civil em São Bento do Sul concluiu o inquérito sobre o ataque sofrido por uma banda de punk rock de Joinville, no último domingo (12). Quatro homens foram indiciados por tentativa de homicídio qualificado, associação criminosa armada e racismo. Um deles já havia sido condenado em São Paulo, em 2014, por tentar matar integrantes de outros punks, mas estava em liberdade.
De acordo com o delegado Odair Sobreira Xavier, os agressores tinham motivo torpe e impossibilitaram a defesa da vítimas. Um dos integrantes foi agredido com uma machadinha na cabeça e quase teve a orelha arrancada. "Outra vítima sofreu um corte profundo no rosto causado por um golpe de estilete. Uma terceira vítima sofreu três golpes de martelo na cabeça", disse o delegado.
'Intenção de matar'
"Os indícios são claros de que os agressores tinham intenção de matar as vítimas, principalmente considerando o local do golpes de machadinha e martelos na cabeça e também golpes de estilete na direção do pescoço", continuou o delegado Xavier.
"Os indícios são claros de que os agressores tinham intenção de matar as vítimas, principalmente considerando o local do golpes de machadinha e martelos na cabeça e também golpes de estilete na direção do pescoço", continuou o delegado Xavier.
"Foi em questão de segundos. Eles simplesmente atacaram, fizeram uma saudação nazista e saíram. Ninguém esperava nada disso", contou um dos integrantes da banda, como mostrou o Jornal do Almoço deste sábado (18).
Segundo o delegado, outras testemunhas foram ouvidas e uma delas afirmou ter visto a saudação nazista. "Dois presos ainda tinha tatuados em seus corpos a cruz do nazismo, deixando claro que praticam o racismo e preconceito racial", afirmou o delegado em nota.
Os músicos foram atacados por volta das 15h, quando desciam de uma van na frente do bar onde ocorreria o show, no Centro de São Bento do Sul. "Simplesmente pensamos que fossem pessoas que estavam ali para ver o show e aconteceu esse ato covarde", disse o integrante que não quis ser identificado.
Conforme a RBS TV Os suspeitos Aquiles Gabriel Batista Ribeiro, de 18 anos, Jorge Gabriel Gonzales, de 25, Douglas de Freitas dos Passos, de 26, e Juan Marcos Gomes, de 24, estão presos. Um quinto homem segue foragido.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre a denúncia ou não dos indiciados.
Suspeitos moram em outros estados
A polícia acredita que as agressões foram premeditadas, já que os agressores são de cidades distantes entre si. Eles teriam encontrado o local do show e combinado o ataque pelas redes sociais, disse o delegado. Conforme os policiais, os suspeitos moram nas cidades de Agudo do Sul e Curitiba, no Paraná, e São Paulo e foram até São Bento do Sul para praticar o ataque.
A polícia acredita que as agressões foram premeditadas, já que os agressores são de cidades distantes entre si. Eles teriam encontrado o local do show e combinado o ataque pelas redes sociais, disse o delegado. Conforme os policiais, os suspeitos moram nas cidades de Agudo do Sul e Curitiba, no Paraná, e São Paulo e foram até São Bento do Sul para praticar o ataque.
A PM afirmou que, em Santa Catarina, eles não tinham antecedentes criminais. Ao serem presos, preferiram se manter em silêncio.
Depois que a Justiça decretou a prisão preventiva, os suspeitos foram encaminhados para o presídio de Mafra, também no Norte do estado, onde devem permanecer até o fim das investigações. A previsão é de que o inquérito seja concluído pela polícia em até 10 dias, quando será encaminhado ao Ministério Público.
Depois que a Justiça decretou a prisão preventiva, os suspeitos foram encaminhados para o presídio de Mafra, também no Norte do estado, onde devem permanecer até o fim das investigações. A previsão é de que o inquérito seja concluído pela polícia em até 10 dias, quando será encaminhado ao Ministério Público.


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